julho 19, 2007

O quarteto era de cordas...

Ou seria "O quarteto da corda"?...
Não tem qualquer importância. De qualquer modo veio-me este título de filme antigo à memória a propósito da "cimeira" que se está a realizar hoje em Lisboa.
Era eu miúdo quando apareceu nos cinemas um filme que reproduzia a história de um bando de malfeitores que transportavam as armas em caixas de instrumentos musicais para fazer as suas "golpadas".

Perguntarão qual a ligação. Eu explico melhor:
O quarteto para a paz, como se resolveu chamar, é mais uma patranha para nada se fazer quanto à violência no médio-oriente. Os dois representantes da indústria do armamento mundial (o Tony dos bifes, como lhe chamo carinhosamente e a criada para todo o serviço do senhor Bush que dá pelo estranhíssimo nome de Condoleeza Arroz ) juntam-se a um duo português: O Sereno Amado e o sr. Sócrates para estudarem em conjunto as condições do MERCADO para novas explorações na Palestina.
Depois do papel de mordomo interpretado pelo Zé de Bruxelas, nas Lages, antes da guerra do Iraque, segue-se um novo e potencial candidato à CARREIRA europeia!

O quarteto é mesmo da CORDA!!!

julho 04, 2007

Com sabor a provocação...

Os capítulos iniciais de Portugal na presidência da Organização Monetarista da Europa, também conhecida por União Europeia, levam-me a UIVAR com redobrada força.
No domingo, lá estava o pequeno ditador do norte com o seu inconfundível sorriso falso, ombreando com o sr. primeiro ministro a receber a "corte" de Bruxelas para uma jantarada bem regada...
Antes, o Sr. Sócrates, tinha tido a oportunidade de dar uma lição de democracia da boa quando afirmou aos jornalistas (apesar de os ter evitado) que as pessoas que se manifestavam tinham todo o direito de o fazer, que as cerimónias das presidências da Europa tinham sempre manifestações, que isso era uma prova da liberdade que se vivia...
Para mim estas palavras roçam a provocação. O que o Sr. Sócrates quer dizer é o seguinte: Podem manifestar-se à vontade desde que EU mande e acabou a conversa!!!
A "festa europeia" continuou em Matosinhos quando o ministro da agricultura e pescas sugeriu aos pescadores que "pedissem para sair da união europeia" a propósito das queixas que estes faziam sobre as piores condições nas pescas portuguesas.

O problema não está na Europa nem nos europeus mas sim na CORJA que se apoderou do "Palácio Dourado de Bruxelas".
Já referimos mais de uma vez que a UE é uma confederação de interesses dos "novos ricos da Europa" que serve exclusivamente os interesses do capital e de meia dúzia de tubarões contra os milhões de europeus que vêm as suas condições de vida a piorar todos os dias.

Só há um caminho para impedir a avanço desta "nova burguesia enfatuada": Exercer a Cidadania Europeia, ou seja, EXIGIR que a EUROPA seja de todos os EUROPEUS e não de me meia dúzia de espertos e papagaios.