agosto 27, 2009

Ainda sobre as "bocas" do senhor Jardim

Recebi há dias um excelente texto dum antigo colega de trabalho que me "tirou as palavras da boca".
Sem perder tempo e, com a sua autorização, aqui o reproduzo:

"Ouvi agora Alberto João Jardim comentar os resultados do Instituto Nacional de Estatística sobre o crescimento de 0,3 % da economia portuguesa no 2º trimestre comparando com o 1º trimestre. Disse que isto nada representa, que é sazonal, que todos os anos acontece devido à época do turismo, que são treta os quilómetros de comentários e propaganda que se tem produzido? Não! Disse que não acredita nos resultados porque o estado português não é credível.
Fico sempre baralhado com Alberto João, porque sei o que não acredita mas não sei no que acredita. Não acredita nos governos de Lisboa, sejam quais forem, mesmo que sejam do seu próprio partido! Não acredita nas figuras do seu próprio partido, a começar pelo Sr. Silva, Presidente da República! Não acredita na Constituição portuguesa que diz que não se aplica na Madeira! Não acredita no sistema judicial português que diz não se aplicar na Madeira! Não acredita na oposição que tem na Madeira, nem mesmo do CDS que é, normalmente, amigo do peito do seu partido! Não acredita nos seus próprios delfins que vai eliminando um a um!
Mas gosto de Alberto João. Sem ele a política portuguesa era ainda menos divertida e cinzenta. E, por uma vez, estou de acordo com ele: este sistema não tem credibilidade! Mas é também por isso que também não lhe dou a mínima credibilidade: Alberto João é uma emanação/resultado (e aproveita) deste sistema incredível embora com uns laivos de irreverência e de mal dizer que nada acrescenta mas atrai simpatia, que neste contexto a boa educação, efectivamente, é uma pôrra!
Se o que Alberto João deseja é a independência da Madeira para ser ainda mais o Rei Sol (mesmo um sol pequeno que só aqueça a Madeira enquanto gasta o hidrogénio que lhe resta) por mim tudo bem, cedo a minha parte a custo zero, que prefiro aquecer-me com o nosso Sol, que ainda terá vida durante 4 mil milhões de anos. Com um conselho de amigo: com a sua idade, que é a minha, não deixará, como eu mas não me lamento, uma única linha na História, a não ser no anedotário menor e redutor para ilustrar como o ridículo diverte mas não resolve as questões nem fica registado como passo em frente.
Bom fim de semana
Francisco Costa Duarte

1 comentário:

José disse...

Boa!!!, embora eu penso que não se devia perder com a criatura