dezembro 13, 2008

Os deputados têm uma vida muito penosa em S.Bento

Ouvi hoje nas notícias do final do dia o Sr Almeida Santos reproduzir alguns comentários e até soluções que ele próprio já tinha encontrado no seu tempo, acerca das faltas que os deputados dão e que se tornam mais notadas às sextas-feiras.
Fiquei espantado quando este arauto do "socialismo moderno" rematou: O errado é haver votações à sexta-feira...
Sabem porquê? Porque os senhores deputados ganham pouco e têm que ir para os tribunais (que eles acusam de incompetentes) ganhar a vidinha e se o raio do processo vai a tribunal à 6.ª feira: Que se lixe. Primeiro está a facturação.
O brilhante socialista adiantou ainda que os coitadinhos começam a organizar-se à sexta-feira para irem ter com as famílias! Eles não podem ser escravos (palavra que isto foi dito).

Sabem que mais? Se eu tivesse tido este tipo de comportamento na minha vida activa ia direitinho para a rua. Suponho que de uma maneira geral isto se aplicava e aplica.
É DESCARAMENTO A MAIS.
FARTAI VILANAGEM: O petróleo e banca pagam tudo.
CORJA!

4 comentários:

Zé Brites disse...

Caro Jaime,

Tentei encontrar uma justificação para o comentário de António Almeida Santos a desculpabilizar o absentismo dos deputados e só encontro uma:
O HOMEM ESTÁ SENIL.
Mas o pior não é ele pensar assim, mas haver muito boa gente que acredita na justiça das suas palavras.

Abraço

Páscoa disse...

Amigo Jaime,

E que tal, quando houver eleições irmoa todos para a porta das nossas Assembleias de voto e não entrar nem votar, ou então votar noutro Partido que não o PS ou o PSD ou em branco, para que o grau de abstencionismo seja o maior de sempre e faça estes abutres pensarem um pouco?

Aqui fica a sugestão.

Um abraço,

Páscoa.

GATO PRETO disse...

Nestes últimos tempos e em face de tanto gamanço, tanta vigarice, deste roubar à descarada, dou comigo a pensar, estes gajos estão mesmo a pedi-las!Mas parece que toda aquela geração que estava cheia de sangue na guelra e que abriu as portas de Abril, que tanta esperança trouxe à nossa geração, estamos todos na casa dos sessenta, e aparentemente a malta só ladra!
Nos partidos está tudo bem encostado e são todos amigalhaços, vejam lá se já ouviram alguém de algum partido criticar o absentismo na assembleia? Encobrem-se uns aos outros!
Mas talvez os gajos se enganem, porque eu não sendo bruxo, pressinto para mais cedo ou mais tarde umas cenas parecidas com aquelas da Grécia dos últimos dias, vamos ver.
A malta de facto está mesmo a ver a banda passar, é roubar à descarada, ninguém presta contas.
A última foi o descalabro nas contas do INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICO, o Tribunal de Contas não aprova as contas detecta falhas e o gajo fica impune.
Muitas vezes me interrogo, neste tipo de democracia o que é que beneficiámos?
PÁSCOA, refere e bem comparecer nos centros de voto, e apelar à abstenção, deixá-los a falar sozinhos, e deixar os partidos mais pobres, pois por cada voto recebem uma importância em euros.

A. João Soares disse...

Caro Jaime,
A senilidade de A Santos já se pressentia quando foi substituído na presidência da Assembleia da República por Mota Amaral. Ambos nos discursos defenderam a necessidade de prestigiar os deputados, mas os métodos de o conseguir eram opostos, correspondentes ao próprio de cada um deles) significado de honra e prestígio. A Santos dizia que lhes devia ser pago mais, e Mota Amaral dizia que deviam ser mais, eficientes, cuidadosos e rigorosos no trabalho que fazem.
Quanto ao voto, a abstenção é considerada ignorância indiferença e desleixo; por outro lado o voto nulo com riscos em lugar impróprio, ou frases qualificativas, não passam de nulos, próprios de quem não acertou no quadrado em que devia fazer a cruz; como nenhum deles merece o voto de um português bem pensante, a melhor solução é o voto em branco, por ser válido, ser contado como tal e mostrar-lhes que voluntária e conscientemente o eleitor foi ali dizer-lhes que não acredita em nenhuma lista, não considera os candidatos merecedores do seu voto.
Quanto ao que se passa na Grécia, considero lamentável que a «malta» se tenha voltado contra vítimas inocentes do regime, comerciantes donos de carros, etc, em vez de apontar contra os causadores do mau estar. Gastam da pior forma as energias próprias do seu descontentamento. Oxalá que por cá não aconteça semelhante erro de pontaria.
É preciso escolher bem os alvos a atingir.
Abraços
João