junho 18, 2008

Aproveite agora senhor doutor da GALP!

E explique lá à rapaziada como é que forma o preço da gasolina.
Como não quero que lhe falte nada remeto-o para o quadro abaixo que facilita a compreensão deste fenómeno que é produto da brilhante forma de gerir do nosso tempo.


Apenas mais uma pequena nota: Já repararam que se calaram... Assim à moda dos miúdos envergonhados quando são apanhados em mentirolas.
Agradeço ao Luís os dados que me proporcionou para mais esta alfinetada.

Comentário recebido

Este comentário foi parar a 2007...

Por ser muito oportuno transcrevo-o aqui:

Não tenho dado notícias por falta de tempo. Mas não desisti do nosso Boicotão às grandes petrolíferas. Pelo meio houve o lock-out dos camionistas – de que não gostei – mas isso é outra história que comentarei logo que tenha tempo.

As notícias que hoje ouvi, no entanto, levaram-me à urgência de um pequeno comentário: dias atrás, o partido comunista sugeriu na Assembleia um imposto extraordinário sobre os lucros especulativos das grandes petrolíferas: não teve qualquer relevo! Agora, porém, alguns governos europeus, pressionados, começaram a mexer-se: o presidente francês propôs medidas, o governo italiano vai aplicar uma taxa sobre os lucros das petrolíferas, que a imprensa logo chamou de “taxa Robin Hood – roubar aos ricos para dar aos pobres!” Roubar? Quem rouba a quem? Adiante! E todos sabemos que os governos francês e italiano não são flores que os pobres cheirem! No entanto parece que a ideia está a caminhar na Europa, porque a exploração escandalosa é universal.

O nosso José Sócrates, sem soluções e ultrapassado pela própria Europa, disse, timidamente, que o governo português vai “estudar” o assunto (quando não se resolve nomeia-se uma comissão – Clemenceau).

Pois isto bastou para que o Sr. Presidente da Associação das Petrolíferas, que percebi ser da Galp, viesse dizer, horas depois, que esse possível imposto poria em risco os investimentos futuros da Galp! Não conheço o Sr. Presidente e por isso não sei avaliar a sua inteligência, a sua competência, a sua sensibilidade social, o respeito que tem pelos seus clientes que somos todos nós, mas não fiquei com boa opinião. É que eu pensava que os investimentos futuros de uma empresa eram pensados e elaborados pela gestão rigorosa e inovadora, por aumentos de capital e esforço dos seus accionistas, etc. e não à custa de lucros oportunistas e especulativos que esmagam o mercado de que a empresa vive.

Temos, pois, mais uma razão para denunciar, manter e aumentar o Boicotão à Galp e “sus hermanos”: agora sabemos que a Galp não se limita a aproveitar, oportunística e ilicitamente, uma conjuntura especulativa: baseia a sua estratégia na especulação futura e na exploração de todos nós e da economia de que viverão os nossos filhos.
Quanto mais fizermos descer as vendas destes comilões, mais comida sobrará para todos os outros!

Francisco Costa Duarte

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