dezembro 12, 2007

Notícia reveladora...

Segundo o "Diário Digital" de hoje o Tratado de Lisboa será assinado com canetas de prata individuais.
Isto revela o alto sentido de Estado e espírito solidário dos governantes europeus face às crescentes dificuldades de sobrevivência dos vários povos da Europa.

3 comentários:

Yara disse...

Sem vergonhice a 1000%!!!

Anónimo disse...

Não é diferente do que se passa com os combustíveis, não acham?:

"Todos estamos preocupados com o aumento incontrolado do preço dos combustíveis no mercado mundial. Mas não nos confundamos: os portugueses com mais razões que os restantes europeus. Senão vejamos:

1 – Apesar de termos dos custos salariais mais baixos, o preço sem impostos da Gasolina 95 (custo do petróleo + mais custo de refinação + margem de comercialização), em 19 de Maio passado, era o 8º mais alto da Europa dos 27 países (Expresso/Comissão Europeia). Porquê? Fraca produtividade da Galp, refinadora monopolista, má gestão da Galp nas compras do produto, margens mais altas que o devido, critérios especulativos na formação de preço? Não sei, ninguém me explicou. Sobre a última, já lá vamos.

2 – Não comento a carga fiscal. O governo entende que a não deve alterar e está no seu direito, no seguimento da sua política. No entanto, posso e devo contestar as suas opções estratégicas: precisamos de mais betão, para beneficiar meia dúzia de empresas influentes e beneficiárias ou, antes, necessitamos de não sufocar toda a restante economia e a classe média com o peso excessivo dos combustíveis nos seus custos e combater o alargamento do fosso entre ricos e pobres? A opção do governo é a primeira, a minha não! E não aceito conversa da treta do equilíbrio orçamental, que tem diferentes maneiras de ser atingido! Não contesto, no entanto. O lugar certo de avaliar é na mesa de voto, esperemos que os portugueses não se esqueçam.

3 – A Direcção Geral de Energia já nos remeteu para a Autoridade da Concorrência para resposta àquelas preocupações. A Autoridade da Concorrência, apesar das coincidências de aumentos no mesmo dia, com o mesmo valor de venda, etc. das principais companhias, demorou um mês a dizer-nos que está tudo no melhor dos mundos e não há cartelização, sem explicar os detalhes que acima exponho. Apesar de sabermos que a Galp é monopolista na refinação e maioritária na distribuição! Mas se o diz, tudo bem, assume as suas responsabilidades! Eu, no entanto, tenho, até prova em contrário, o direito de não confiar na Autoridade da Concorrência!

4 – Num recente artigo do economista Eugénio Rosa a que tive acesso, é dito que a Galp considera nas suas contas do preço à saída da refinaria, o preço do petróleo do mesmo dia da semana anterior (modificando o seu critério anterior de 1 mês antes ou quizena anterior), apesar de o mesmo ter sido adquirido 2,5 meses antes, o que, obviamente, inflaciona artificialmente o preço de custo e a margem de comercialização subsequente. Não tenho forma de validar este estudo mas, verificando o aumento de lucros efeito stock de 228,6% no 1º trimestre de 2008 relativamente ao trimestre homólogo, tenho, até prova em contrário, o direito de confiar no referido estudo!

5 – O Sr. Presidente da Galp, no mesmo dia do relatório da AdC (coincidência?) não explicou nenhuma destas dúvidas. Mas lamentou-se do efeito que o boicote tem tido no bom nome da marca Galp, ensinando-nos como é difícil criar e manter uma marca credível. Concordo em absoluto, mas, pela minha parte, rejeito responsabilidades: limitei-me, e continuarei a fazê-lo, a comprar e a recomendar a compra onde é mais barato, cumprindo o meu dever de cidadão cumpridor da lei da Concorrência. O desgaste da credibilidade da marca terá mais haver com o Sr. Presidente não nos esclarecer nas dúvidas acima e, portanto é da sua responsabilidade. Não adianta a Galp vitimizar-se: as vitímas serão os clientes se estiverem a pagar mais que o devido. Portanto, tenho, até prova em contrário, o direito de não confiar no que me diz o Sr. Presidente!

6 – Em desespero de causa, porque temos de confiar em alguém, lançaria um repto aos Auditores, Certificadores das contas e Fiscal Único da Galp, tanto quanto sei, Deloitte & Associados, SROC, SA, representada por António Marques Dias, para, se tal lhe for possível deontológicamente, nos esclarecer da validade técnica do “pricing” acima definido, de modo a não se verificarem idênticas dúvidas às relatadas na imprensa com a auditoria, feita por empresa concorrente igualmente conceituada, num banco comercial da nossa praça."

Francisco Costa Duarte

Anónimo disse...

Não tenho dado notícias por falta de tempo. Mas não desisti do nosso Boicotão às grandes petrolíferas. Pelo meio houve o lock-out dos camionistas – de que não gostei – mas isso é outra história que comentarei logo que tenha tempo.

As notícias que hoje ouvi, no entanto, levaram-me à urgência de um pequeno comentário: dias atrás, o partido comunista sugeriu na Assembleia um imposto extraordinário sobre os lucros especulativos das grandes petrolíferas: não teve qualquer relevo! Agora, porém, alguns governos europeus, pressionados, começaram a mexer-se: o presidente francês propôs medidas, o governo italiano vai aplicar uma taxa sobre os lucros das petrolíferas, que a imprensa logo chamou de “taxa Robin Hood – roubar aos ricos para dar aos pobres!” Roubar? Quem rouba a quem? Adiante! E todos sabemos que os governos francês e italiano não são flores que os pobres cheirem! No entanto parece que a ideia está a caminhar na Europa, porque a exploração escandalosa é universal.

O nosso José Sócrates, sem soluções e ultrapassado pela própria Europa, disse, timidamente, que o governo português vai “estudar” o assunto (quando não se resolve nomeia-se uma comissão – Clemenceau).

Pois isto bastou para que o Sr. Presidente da Associação das Petrolíferas, que percebi ser da Galp, viesse dizer, horas depois, que esse possível imposto poria em risco os investimentos futuros da Galp! Não conheço o Sr. Presidente e por isso não sei avaliar a sua inteligência, a sua competência, a sua sensibilidade social, o respeito que tem pelos seus clientes que somos todos nós, mas não fiquei com boa opinião. É que eu pensava que os investimentos futuros de uma empresa eram pensados e elaborados pela gestão rigorosa e inovadora, por aumentos de capital e esforço dos seus accionistas, etc. e não à custa de lucros oportunistas e especulativos que esmagam o mercado de que a empresa vive.

Temos, pois, mais uma razão para denunciar, manter e aumentar o Boicotão à Galp e “sus hermanos”: agora sabemos que a Galp não se limita a aproveitar, oportunística e ilicitamente, uma conjuntura especulativa: baseia a sua estratégia na especulação futura e na exploração de todos nós e da economia de que viverão os nossos filhos.

Quanto mais fizermos descer as vendas destes comilões, mais comida sobrará para todos os outros!

Francisco Costa Duarte