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29 de maio de 2026

Sobre o “Atestado Médico de Incapacidade Multiuso” (AMIM)

 

Recentemente tenho assistido às mais variadas notícias sobre este atestado e como estou a ser maltratado pela Autoridade Tributária há vários anos, resolvi lançar-me numa luta pelos meus direitos.

O tempo urge porque a idade vai avançando e também porque a Constituição da República Portuguesa ainda consagra o princípio “de não haver doentes de 1.ª e 2.ª”. Com os perigos disto descambar numa república populista das bananas há que acelerar o processo “antes que chova”…

O AMIM com incapacidade de 60% confere à pessoa benefícios fiscais em sede de IRS e isenção do pagamento do IUC. Na reavaliação (passados 5 anos), mesmo que a incapacidade diminuísse, era atribuída a incapacidade mais favorável.

No Orçamento de Estado de 2024 a Lei foi alterada fazendo valer a percentagem de incapacidade dada na reavaliação e consequente perda dos benefícios fiscais e isenção de IUC conferidos na primeira avaliação, como se a pessoa, no caso com cancro ficasse totalmente curada e sem sequelas (OGE-2024-Art.º87).

Mas vamos direitos ao assunto. Passo a relatar numa “linha do tempo” o meu caso pessoal:

  • Em 14 de Janeiro de 2016 foi-me considerada uma incapacidade de 60% desde 2015;

  • Em 2020 deveria ter sido reavaliado;

  • Em 14 de Dezembro de 2020 fiz o pedido de reavaliação sem resposta;

  • Em 26 de Outubro de 2021 fiz novo pedido de reavaliação;

  • Entretanto fiz vários e-mails pedindo explicação sobre atrasos e ausências das juntas médicas. Responderam que estavam suspensas desde Março de 2020 devido à pandemia. Os atestados AMIM estavam prorrogados até 31 de Dezembro de 2021;

  • Só no dia 18 de Março de 2024, finalmente tive a Junta Médica e consequente “Atestado Médico de Incapacidade Multiuso” onde me foi atribuído “Grau de incapacidade de 0,289%” - “Incapacidade definitiva desde 2023”;

  • Quando da entrega na repartição de finanças da cópia do AMIM (reavaliação) não me entregaram o respectivo REGISTO CENTRAL DE CONTRIBUINTE onde no quadro de DEFICIÊNCIA FISCALMENTE RELEVANTE deveria constar TIPO: permanente definitiva e GRAU DE INVALIDEZ: 60% ou 0,2890% ?…

  • Nessa altura apenas me entregaram uma fotocópia do “célebre” OGE-2024-Art.º87.

Numa primeira análise pergunto: Que culpa tenho eu de ter pedido a junta médica para reavaliação em 2020, que teria sido normal ser dada resposta em 90 dias como anteriormente, só ter sido dada em 2024? Por essa razão de atraso na resposta do Estado Português, fiquei assim abrangido pela alteração da Lei de 2024, apesar de no AMIM constar Esta incapacidade é definitiva desde 2023.

Comparando com um caso anterior que conheço, uma pessoa com primeiro AMIM avaliado em 2014, com incapacidade de 60% (também doença oncológica), reavaliada em 2019 com incapacidade de 0,2080%, foi-lhe atribuída a AVALIAÇÃO MAIS FAVORÁVEL (60%) constando Esta incapacidade é definitiva desde 2018.

Quando esta pessoa entregou nas finanças a cópia deste AMIM (reavaliação) foi-lhe entregue o Registo Central de Contribuinte onde no quadro de Deficiência Fiscalmente Relevante consta Tipo: Permanente Definitiva Grau Invalidez: 60%.

O caso desta pessoa é a de muitas outras até ao ano de 2023.

A partir das reavaliações de 2024 passamos a ter doentes de segunda.

Para terminar pergunto: Quantas pessoa estarão a ser prejudicadas pela alteração da Lei em 2024? 


 Nota: Esta foi a fotocópia "manhosa" que me foi entregue nas finanças em vez do 

 Registo Central de Contribuinte, quadro de Deficiência Fiscalmente Relevante

Ligações para artigos publicados sobre o assunto

 https://zap.aeiou.pt/fisco-devolve-beneficios-a-quem-teve-incapacidade-alterada-nos-atestados-multiusos-738936

 https://contaspoupanca.pt/apoios-do-estado/2026-04-24-irs-doentes-oncologicos--e-nao-so--podem-recuperar-beneficios-fiscais-perdidos-ate-2024-ff69fde4

 https://hrportugal.sapo.pt/tem-atestado-medico-de-incapacidade-multiusos-e-perdeu-beneficios-fiscais-veja-como-recupera-los/

 https://sapo.pt/artigo/atestados-multiusos-quando-o-atraso-do-estado-retira-direitos-e-nao-ha-consequencias-6a0b0d61096641b74780b779

 https://expresso.pt/podcasts/contas-poupanca/2026-05-22-se-o-atestado-medico-de-incapacidade-multiuso-for-reavaliado-pode-recuperar-milhares-de-euros-em-irs-iuc-e-outros-beneficios-fiscais-99e40d16

 

 


4 de agosto de 2025

Sobre a "Agenda Trabalho XXI"

 Um artigo esclarecedor sobre a "visão" que o Luís tem para um país mais "moderno e flexível". Vale a pena ler o texto até ao fim para compreender até que ponto vai a política "não ideológica" do actual governo. Aceder ao texto aqui.

25 de setembro de 2014

Afinal o que será a decência?

Oiço, por vezes, algumas "almas caridosas" falarem na bondade, competência ou até decência de alguns, poucos, ministros do actual governo.
Pergunto-me: Será possível a uma pessoa íntegra fazer parte de um governo de pulhas?
Que raio de missionarismo!...

19 de março de 2014

As Eleições Europeias

Embora o quadro seja muito adverso não temos outra alternativa: Ir pôr lá o papel contra os que nos têm roubado. ATENÇÃO: Os que lá estão e os que lhes abriram a porta!
Passo a divulgar um texto recebido da APRe! sobre o assunto:

"Eleições Europeias:

 Tem circulado,  através do correio electrónico, um mail a apelar ao voto nulo que teria como consequência a repetição das eleições, caso esse voto fosse maioritário.

 No site da Comissão Nacional de Eleições pode ler-se, na secção Perguntas Frequentes:

 3. O que acontece se numa eleição os votos brancos e/ou nulos forem superiores aos votos nas candidaturas?

 Os votos em branco, bem como os votos nulos, não sendo votos validamente expressos, não têm influência no apuramento do número de votos obtidos por cada candidatura e na sua conversão em mandatos.
Ainda que o número de votos em branco ou nulos seja maioritário, a eleição é válida.

 Perante esta informação, resta saber a quem interessa desmobilizar para as eleições europeias. A APRe! tudo fará para mobilizar os seus associados para estas eleições tendo em conta os seguintes pressupostos:

– A natureza e os Estatutos da APRe! impõem o pressuposto de uma  actuação apartidária. Como sabemos, ser apartidário não é ser apolítico nem ser contra os partidos políticos. Aliás, impõe-se à APRe! uma intervenção política sempre que defende os seus associados das acções do poder político.

 O voto é pessoal, livre e secreto. Não faria, assim, sentido admitir uma vinculação da APRe! a um programa político partidário.

No entanto, a APRe! tem também o imperativo de não ser indiferente ao grande desafio colocado aos seus associados e aos cidadãos reformados e aos idosos portugueses. Cidadãos para quem a APRe! tem o dever de defesa dos respectivos direitos inerentes à sua situação na Sociedade. Defesa intransigente que tem justificado e dado sentido à existência e à luta política da APRE! desde 2012.

- Em democracia o voto é a única arma. Conquistámos o direito de participar na vida política e cívica exactamente há 40 anos, não é altura de desperdiçar tamanho avanço.

- Só pelo voto poderemos ambicionar inverter as políticas contra os pensionistas e reformados.

- A abstenção corresponde a abdicar, a desistir de participar na resolução dos nossos problemas. A abstenção é contra os nossos interesses.

- As eleições europeias ditam o destino da Europa e a Europa somos nós. É preciso destacar a inter relação entre as instituições europeias, a troika e nós."

Para terminar deixo para reflexão:

Se tivermos em linha de conta que o governo actual foi eleito por menos de 18℅ da população é fácil perceber que o sistema eleitoral é preverso e permite que qualquer grupo tome o poder legitimado pelo voto dos seus seguidores, clientes e alguns ignorantes.
É nesta "democracia" que vamos querer continuar a mal viver?

6 de agosto de 2008

Porque não foram julgados os mentores?

Um amigo fez-me chegar recordações de um dos mais sanguinários golpes de estado praticados nos nossos tempos. Aqui festejávamos a chegada da Liberdade, lá abatia-se a repressão comandada por peritos norte-americanos.
Em Haia julgam-se todos os ditadores e tiranos menos os que tiveram a sorte de nascer na "dita democracia yankee"