Tal como em 1914 e 1939 o capitalismo encontra-se numa profunda crise cuja única saída para continuar a "facturar" é inventar guerras.
Os clientes mais influentes dos falcões da guerra, os fabricantes de material de guerra, estão já garantidos para os próximos anos. A abertura de novos mercados no Kosovo e no Cáucaso, com a manutenção e até alargamento dos conflitos no médio-oriente, Afeganistão e Iraque garantem-lhes resultados muito positivos e grande retorno para os seus accionistas. Em contrapartida os povos das regiões afectadas têm a liberdade de sofrer as maiores atrocidades e até morrer para lhes encher a pança!
Aos senhores da guerra do Pentágono juntam-se-lhes agora a máfia russa e as seitas religiosas (que pululam um pouco por toda a parte, até em Fátima!). O descaramento com que usam argumentos ultrapassa o limite do razoável e só conseguem VENCER porque o mundo está cada vez mais ignorante e frívolo...
A falta de capacidade política para mobilizar os cidadãos descomprometidos e conscientes contra os perigos que ameaçam a humanidade, por parte das forças que se reclamam da ESQUERDA, é bem patente. Continuam a erguer bandeiras discutíveis e perdem tempo a discutir "o sexo dos anjos"Enquanto isto a direita agradece e segue em frente assobiando...
Há que chamar os bois pelos nomes, separar o trigo do joio, acabar com o oportunismo e o "status quo". Chega de recuo!
De derrota em derrota até à derrocada final já vem desde o 25 de Novembro!...
Parafraseando uma velha máxima anarquista:"Quando o último general for enforcado na tripa do último padre então estaremos no Paraíso!"