14 de março de 2008

E a estupidificação continua...

Tenho assistido às mais variadas operações de branqueamento dos passado recente, nomeadamente ao período salazarista-fascista.
Depois de concursos, entrevistas a gente duvidosa e outras formas de "envenenamento" das mentes ignorantes, a mais recente é: Descrever o tempo de Salazar de uma forma ISENTA e IMPARCIAL!...
Fantástico! Esta forma de fazer "História" é precisamente o estilo do fascismo português de outros tempos (bonzinho, pobrezinho, honestinho, lavadinho, educadinho...).

Por vezes sinto que a esquerda abandonou o combate ideológico e deixou o campo aberto a estes aldrabões que nos aparecem em quase todos os quadrantes da "dita democracia".
Por mim, continuarei a UIVAR (nem que seja sózinho, como aconteceu com a última entrada sobre o IMI. Devo ser eu que estou a ver mal a coisa...).

Ainda está por escrever muita da História do tiranete Salazar mas essa não poderá ser contada de uma forma IMPARCIAL e ISENTA. Para isso ser possível só pondo em causa esta democracia podre, sem compromissos e conciliações.

3 de março de 2008

Cuidado! Em Abril vai andar aí o XERIFE...

Pois é, lá vou voltar a ser roubado com a brincadeira do Imposto que criaram para perpetuar a pouca vergonha nas autarquias.
Chamam-lhe o IMI que segundo dizem é o IMPOSTO MUNICIPAL SOBRE IMÓVEIS mas eu acho que é mais o IMPOSTO MUNICIPAL INJUSTIFICADO.

Neste país em que passamos a vida a pagar impostos sobre impostos, onde impera a INJUSTIÇA, onde quem ganha nos tribunais tem muito dinheiro e onde estamos indefesos perante um ESTADO TOTALITÁRIO ao serviço de algumas famílias "de bem", não há "Robin Hood" que nos valha perante os insaciáveis "XERIFES de Nottingham" cá do sítio.

Tenho vindo a verificar desde 2005 que o dito Imposto não pára de crescer. Vejam o caso concreto:
2005 - 547,80 euros
2006 - 625,24 " ( +14,14%)
2007 - 644,00 " (+17,56%)
(Tomando como base o ano de 2005 apurei o valor percentual acumulado do crescimento do imposto nestes dois últimos anos).

Quando é que isto vai parar? Em 2011?... Não acredito. Nessa altura arranjam outra mentira qualquer e toca de nos continuar a ir ao bolso!

Ao contrário do que se possa pensar não vivo na Quinta da Marinha mas em Queluz, CIDADE (até dá vontade de rir...) envelhecida do concelho de Sintra em que nada justifica o nível do imposto adoptado.
Só mentes doentias e ávidas por viver à custa dos pagantes é que podem conceber tal estado de coisas.
BASTA! HÁ QUE REAGIR A ESTE ESTADO DE COISAS!
Unamo-nos e travemos um combate firme contra a corja instalada!
Organizemo-nos para defender os nossos interesses!
FIM AO IMI e a toda a carga fiscal injustificada!

Convido todos os que têm razões de queixa a denunciar neste espaço casos concretos.

27 de fevereiro de 2008

Os Bancos ao serviço de quem?

Hoje tentei entrar num Fórum da TSF que abordava os "lucros obscenos" que se têm registado no negócio bancário.
Começo por lamentar a metodologia deste programa que "gastou" uma parte significativa do tempo com declarações de dois distintos economistas, por sinal e aparentemente de posições políticas opostas, que funcionaram como defensores do lobby "capitalista-bancário".
O Sr. João Salgueiro que ainda foi subsecretário de estado do planeamento do governo de Marcelo Caetano (1969-1971) e actual presidente da Associação de Bancos Portugueses não me surpreendeu com a suas considerações cheias de "autoridade" na matéria. Podemos resumi-las ao facto de ele ter afirmado que o bancos portugueses têm uma excelente gestão: Cortam custos e potenciam lucros altos, sendo até admirados no estrangeiro pelo alcance de resultados tão brilhantes.
É claro que ele "esqueceu-se" de referir que estes resultados tão brilhantes são conseguidos à custa da exploração desenfreada dos "clientes internos e externos"* com o objectivo de alcançar o lucro a qualquer preço!
Ficámos também a saber que a banca conta hoje nos seus quadros com 40% de licenciados o que para o Sr. João Salgueiro é um sinal de progresso. Ou será o contrário? Gente mais apetrechada mas mais mal paga.
Depois e embora o locutor o tenha chamado a atenção várias vezes, deturpou as palavras do Sr. Belmiro de Azevedo que ontem saiu a terreiro a criticar os bancos por aumentarem os preços dos serviços aos clientes quando se verificavam aumentos de custos. Mas esta é outra história...

O Sr. João Salgueiro faz-se de esquecido com a falta de escrúpulos da banca quando ela cai em cima de clientes que engana com contratos e publicidade enganosa, que agrava os preços dos serviços quando os clientes têm incumprimentos por dificuldades e lhes tenta "extorquir" dinheiro com "oferta" de novos produtos (como por exemplo cartões de crédito!). Afinal qual é o problema? Isto é democracia da boa! Isto é o mercado a funcionar!!!

Da intervenção do Sr. António Peres Metelo destaco apenas a preocupação que ele manifestou sobre o endividamento dos bancos portugueses ao estrangeiro. Quem havia de dizer que um antigo militante da UDP viria a centrar a sua atenção no estado de saúde da "economia capitalista"...

Pois é Sr. Manuel Acácio que frustração de Fórum!
Um tema tão candente e importante e chega-se ao fim com a sensação de ter havido "muita parra e pouca uva"!
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* Esta dos clientes internos e externos comecei a ouvi-la no início da década de 90 quando se falava muito em: MUDANÇA, EXCELÊNCIA, GESTÃO CENTRADA NO CLIENTE. Foi a partir daí que comecei a ver serem levadas à prática as maiores patifarias.

23 de fevereiro de 2008

No país dos lamentos

Embora as políticas e as práticas dos responsáveis pela educação e cultura no nosso país contribuam para a "desmoralização" dos agentes destas áreas, ainda há quem se empenhe no combate para alterar este estado de coisas. Vale a pena conhecer este projecto

21 de fevereiro de 2008