30 de janeiro de 2006

Inquilino transitário no Palácio de Queluz

O Sr. Silva vai formar a sua "corte" no Pavilhão D. Maria I do Palácio Nacional de Queluz.Sabe-se ainda que vai dispor de vários gabinetes de apoio para desempenhar as suas "árduas" tarefas até tomar posse.


Resido em Queluz há cerca de 50 anos e este acontecimento fez-me recordar um episódio grotesco passado no tempo da outra senhora em que o então Presidente "fantoche" Américo Tomás (mais conhecido pelo "cabeça de giz") desterrou para uma espécie de prisão dourada o então primeiro-ministro Marcelo Caetano que andava a ensaiar a "evolução na continuidade".


O Palácio de Queluz tem vindo a degradar-se ao longo do tempo e os seus jardins mais parecem "tulhas de lixo" com a falta de manutenção. De facto era mesmo disto que o Palácio e a cidade mais precisavam! Num tempo em que os responsáveis políticos falam de "contenção" estes trocos gastos com mordomias não têm qualquer peso...


Tem assim o Sr. Silva um percurso "Real" da marquise na travessa do Possolo para Belém via Régia de Queluz.

16 de janeiro de 2006

No país das maravilhas...

Ora vejam só as maravilhas deste pequeno porém "desonesto país" em que vivemos:

O Diário de Notícias destaca em manchete: «Metade da função pública não será avaliada em 2006» e refere que o novo sistema de avaliação está atrasado, mas o Governo culpa o anterior Executivo PSD/CDS-PP.

«Eleitores fantasma são 600 mil» É a manchete do Correio da Manhã, que refere que 600 mil cidadãos estão indevidamente nos cadernos eleitorais.O matutino informa ainda que as Juntas de Freguesia não eliminam nomes de mortos para não perderem subsídios.

13 de janeiro de 2006

MAIS UM ANO E TUDO NA MESMA

Após uma paragem de quase 2 meses cá estamos de novo a "uivar" contra a corja.
Curto balanço ao ano de 2005: Trapalhadas, aldrabices, futebolices, compadrio, corrupção, injustiças, incompetência, perversão, charlatanices, medo, destruição, violêcia gratuita... CHEGA?!...
Pois, já não há pachorra para voltar a falar sobre tudo o que já foi dito. Deixamos isso para os jornais que o fazem só para vender mais umas toneladas de papel sem fazer qualquer esforço (é só recorrer aos arquivos e está feito!).

UMA EXCEPÇÃO: AQUILO A QUE COSTUMAM CHAMAR "AS NOSSAS ÉLITES".
A começar pelo conceito que é ELITISTA e um tremendo disparate para enganar tolos reflecte bem a forma de pensar dos charlatães da nossa praça.
Então vejamos as maravilhas que as Elites nos trouxeram: Candidatos Presidenciáveis, ministros sinistros, trapalhadas, aldrabices, futebolices, compadrio, corrupção, injustiças, incompetência, perversão, charlatanices, medo, destruição, violência gratuita...
2006 está aí­ e o que se vislumbra não é nada estimulante.
O frio e a falta de chuva enquadram um cenário à espera dum "SALVADOR DA PÁTRIA".
Como se isso existisse...

21 de novembro de 2005

Destaque do dia

O Presidente da República apelou hoje para uma "melhor utilização dos recursos disponí­veis" no apoio à população mais envelhecida.

Será que o investimento de 120 000 contos na Casa do Regalo para o seu gabinete de reformado já faz parte do Programa a executar?
O mais grave nesta situação é a "campanha" que os tecnocratas e polí­ticos no poder estão a desenvolver contra "os mais velhos" pondo os mais novos contra eles.
Afinal foram eles os mentores da "mudança" para pior da sociedade que temos.

29 de outubro de 2005

A Cohabitação ideal

As recentes declarações dos arautos da direita, com o notório embaraço da direcção do PS, assim como o comportamento dúbio de alguns meios Cavaquistas, vem pondo à mostra uma estratégia que foi traçaada a longo prazo pelas forças do capital nacional e internacional para determinar "as regras do jogo" a impôr a Portugal e aos portugueses para os próximos tempos.
A asfixia económica, o crescimento do desemprego, o regresso do medo para impor as polí­ticas reaccionárias que sempre estiveram presentes nestes últimos anos de "liberdades condicionadas" são meios utilizados subtilmente por uma burguesia corrupta qua nunca deixou as rédeas do poder.
A propósito das Presidenciais ocorre-nos lembrar o papel que o partido dito socialista tem tido na nossa história mais recente. Sempre que o movimento popular abraçou os caminhos mais radicais os socialistas deram as mãos à direita trauliteira para "salvar a pátria do perigo vermelho".
Neste contexto é fácil perceber que para Sócrates é mais fácil governar com Cavaco em Belém. Esta é a verdadeira razão pela qual o partido dito socialista não tem um candidato forte. Não lhe interessa. Mário Soares foi empurrado para se queimar e quando Manuel Alegre avançou foi outra benção para a direcção do PS já que assim acaba-se com a pouca resistência interna às polí­ticas de direita da pandilha Socratiana.

A propaganda oficial do governo, com o apoio dos partidos da direita, tem-se desmultiplicado para destacar as grandes operações policiais contra o branqueamento de capitais. Como a justiça não funciona é previsí­vel que os tubarões não sejam incomodados e tudo fica como dantes.
Será assim fácil, perante uma sociedade enfraquecida e doente, impôr o novo figurino: Um Presidente dito social-democrata (independente!) e que nunca se engana cohabitando com um governo dito de esquerda com práticas de direita. Aliás basta ver onde o senhor primeiro-ministro se iniciou na política para perceber o seu ideário.