Os rapazes da minha idade ainda se lembrarão, dos tempos da censura e do jornal República, assim como do pregão dos ardinas de Lisboa que agitavam as massas quando o Rocha Martins dava umas alfinetadas no regime fascista. Diziam eles: "Hoje fala o Rocha, o Salazar está à brocha!
Esta ideia inspirou-me para, por um lado lançar um repto, por outro abrir nova "coluna" nos uivos...
Caro Costa fica o convite: Colabore nos Uivos. Terei muito gosto em abrir um utilizador para que possa postar directamente aqui.
Para já fica o primeiro "Hoje fala o Costa e os pseudo democratas ficam à brocha!"
Carta de Consolo à Sra. Ministra da Educação
Dra. Maria de Lourdes,
Não estou, por preguiça, a interrogar-me se merece que eu a console. Mas, por impulso humanitário, tenho sempre a tendência de consolar os derrotados da vida, porque somos, todos nós, vítimas ou culpados das nossas circunstâncias. É que a Sra. Dra., antes de Ministra, já estava ligada à Educação e era suposto conhecer os seus problemas. Que não duvido que conhecesse: procurou combater o corporativismo, a falta de produtividade, o desinteresse generalizado, a falta de avaliação, problemas crónicos de um ensino que não prepara para a vida. Só que, digo eu em linguagem futebolística, fê-lo, não como treinador que merece respeito e admiração pelos seus conhecimentos de comunicação, didácticos, tácticos, psicológicos, mas como futebolista de baixo nível: procurou resolver os problemas que se lhe depararam, não com o cérebro mas com os pés. No futebol, estas situações acabam sempre com a perda da bola ou com cartão amarelo ou vermelho. Terá sido isto que lhe terá acontecido: meteu no mesmo saco bons e maus professores, baixou fasquias para a estatística, afogou escolas e professores em burocracia em vez de criatividade e eficiência, isto é, em futebolês, falhou demasiados passes, não marcou golos, porque nunca passou do meio-campo, onde o jogo é chato e não cativa os espectadores pagantes.
Porque estou eu a tentar consolá-la? Porque o Sr. Primeiro-Ministro a desautorizou e à sua forma de dirigir politicamente a educação, mesmo que a Sra. Dra. diga que não. A Sra. Dra. é descartável, para que o sistema possa dizer, no período eleitoral, que tem uma "paixão pela Educação" e que a Sra. Dra. foi, apenas, um "pequeno erro de casting".
Não pretendo ensinar o conto ao vigário mas aconselho-a a reflectir no seguinte: há cursos universitários específicos para formar médicos, engenheiros, economistas, juristas. Porque não há cursos idênticos para formar políticos profissionais que nunca fizeram outra coisa na vida real e se formaram em escolas de juventude partidária? Porque esses cursos teriam de ter no seu programa de curso disciplinas como "Cinismo Aplicado", "Mentir com Glamour", "Propaganda", "Falta de Ética", "Verdade hoje, mentira amanhã", "Como Vender sem explicar", "Como premiar indefectíveis", "Vale mais um que não chateia que um competente", "A importância do dobrar a espinha para aparecer a oportunidade", "Vale mais a arrogância que a firmeza", etc.. Isto é, tudo cadeiras tabu, politicamente incorrectas, que se praticam mas de que não se pode falar. Para além de o curso não poder ser homologado sem bronca pelo seu colega do Ensino Superior.
Também não a aconselho a lamentar-se do modo como foi tratada pelo seu Primeiro-Ministro! Diz o povo que não se deve morder a mão que nos deu o pão, como faz actualmente um ex-delfim de Guterres. O Sr. Primeiro-Ministro está a fazer bem o papel da sua circunstância. Mesmo que pensemos que não deveria ser assim. Lembre-se dos seus conhecimentos de Sociologia: Salazar dava sempre grandes tachos aos ministros que corria, para não chatearem, e, depois do 25 de Abril, temos muitos exemplos de premiar incompetências, também para não chatearem. Aproveite a onda!
Aceite um cumprimento de consolo
Francisco Costa Duarte
2 de Setembro de 2009
Cão que ladra não morde, mas Lobo que uiva ataca! Uivando juntos ganharemos mais força.
5 de setembro de 2009
27 de agosto de 2009
Ainda sobre as "bocas" do senhor Jardim
Recebi há dias um excelente texto dum antigo colega de trabalho que me "tirou as palavras da boca".
Sem perder tempo e, com a sua autorização, aqui o reproduzo:
"Ouvi agora Alberto João Jardim comentar os resultados do Instituto Nacional de Estatística sobre o crescimento de 0,3 % da economia portuguesa no 2º trimestre comparando com o 1º trimestre. Disse que isto nada representa, que é sazonal, que todos os anos acontece devido à época do turismo, que são treta os quilómetros de comentários e propaganda que se tem produzido? Não! Disse que não acredita nos resultados porque o estado português não é credível.
Sem perder tempo e, com a sua autorização, aqui o reproduzo:
"Ouvi agora Alberto João Jardim comentar os resultados do Instituto Nacional de Estatística sobre o crescimento de 0,3 % da economia portuguesa no 2º trimestre comparando com o 1º trimestre. Disse que isto nada representa, que é sazonal, que todos os anos acontece devido à época do turismo, que são treta os quilómetros de comentários e propaganda que se tem produzido? Não! Disse que não acredita nos resultados porque o estado português não é credível.
Fico sempre baralhado com Alberto João, porque sei o que não acredita mas não sei no que acredita. Não acredita nos governos de Lisboa, sejam quais forem, mesmo que sejam do seu próprio partido! Não acredita nas figuras do seu próprio partido, a começar pelo Sr. Silva, Presidente da República! Não acredita na Constituição portuguesa que diz que não se aplica na Madeira! Não acredita no sistema judicial português que diz não se aplicar na Madeira! Não acredita na oposição que tem na Madeira, nem mesmo do CDS que é, normalmente, amigo do peito do seu partido! Não acredita nos seus próprios delfins que vai eliminando um a um!
Mas gosto de Alberto João. Sem ele a política portuguesa era ainda menos divertida e cinzenta. E, por uma vez, estou de acordo com ele: este sistema não tem credibilidade! Mas é também por isso que também não lhe dou a mínima credibilidade: Alberto João é uma emanação/resultado (e aproveita) deste sistema incredível embora com uns laivos de irreverência e de mal dizer que nada acrescenta mas atrai simpatia, que neste contexto a boa educação, efectivamente, é uma pôrra!
Se o que Alberto João deseja é a independência da Madeira para ser ainda mais o Rei Sol (mesmo um sol pequeno que só aqueça a Madeira enquanto gasta o hidrogénio que lhe resta) por mim tudo bem, cedo a minha parte a custo zero, que prefiro aquecer-me com o nosso Sol, que ainda terá vida durante 4 mil milhões de anos. Com um conselho de amigo: com a sua idade, que é a minha, não deixará, como eu mas não me lamento, uma única linha na História, a não ser no anedotário menor e redutor para ilustrar como o ridículo diverte mas não resolve as questões nem fica registado como passo em frente.
Bom fim de semana
Francisco Costa Duarte
25 de agosto de 2009
Afinal qual é a vantagem?!...
Vives mais mas também tens que produzir "mais-valias" para os mesmos de sempre até estares quase a cair para o outro lado...
Na dita "democracia" mais velha da Europa a coisa vai de mal a pior (ver aqui).
Chegar cá vai ser num instante. Os reformados ricos que nos têm governado já devem estar a fazer contas.
Na dita "democracia" mais velha da Europa a coisa vai de mal a pior (ver aqui).
Chegar cá vai ser num instante. Os reformados ricos que nos têm governado já devem estar a fazer contas.
23 de agosto de 2009
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