7 de maio de 2008

Cantigas para o nosso MAIO

Ao contrário do 28 de Maio e do 13 de Maio o verdadeiro Maio é VERMELHO!
Por isso, nada mais a propósito do que uma cantiga desse Maio, que até parece que foi escrita hoje de manhã pelo Zeca, ao acordar numa qualquer herdade ocupada.

Dedicada a todos os verdugos que por aí andam a tratar das vidinhas...

Como se faz um canalha

Conheci-te ainda moço
Ou como tal eu te via
Habitavas o Procópio
Ias ao Napoleão

Mas ninguém sabia ao certo
Como se faz um canalha
Se a memória me não falha
Tinhas o mundo na mão

Alguma gente enganaste
A fé da muita amizade
Tem também as suas falhas
Hoje fazes alianças

A bem da Santa União
Em abono da verdade
A tua Universidade
Tem mesmo um nome: Traição

Um social-democrata
Não foge ao Grão-Timoneiro
Basta citar o paleio
O major psicopata

Já são tantos namorados
Só falta o Holden Roberto
Devagar se vai ao longe
Nunca te vimos tão perto

Nunca te vimos tão longe
Daquilo que tens pregado
Nunca te vimos tão fora
Da vida do Zé Soldado

Ninguém mais te peça meças
No folgor dos gabinetes
Hás-de acabar às avessas
Barricado até aos dentes

És um produto de sala
Rasputim cá dos Cabrais
Estas sempre em traje de gala
A brincar aos carnavais

Nos anais do mundanismo
A nossa história recente
Falará com saudosismo
Dum grande Lugar-Tenente

São tudo favas-contadas
No país da verborreia
Uma brilhante carreira
Dá produto todo o ano

Digamos pra ser exacto
Assim se faz um canalha
Se a memória não me falha
Já te mandei prò Caetano

Zeca Afonso-"Com as minhas tamanquinhas"

1 de maio de 2008

Depois do 1.º de Maio

Vamos lá desmontar algumas aldrabices dos "pensadores" ao serviço do capital e da exploração:

Inovar - os meios e as formas de roubar os mais pobres para encher os bolsos a meia dúzia de tubarões;
Globalizar - exportar a fome e a miséria para todos os cantos do mundo. Criar a dependência e o medo para justificar o belicismo como solução para todos os "males";

Diversificar - fechar fábricas produtivas para abrir outras que mesmo produzindo piores produtos dêm mais lucro (leia-se: dêm mais lucro e não qualquer tipo de prejuízo);

Flexibilizar - Desregular os despedimentos para poder liquidar os trabalhadores mais combativos chamando-lhes "maus trabalhadores";

Todas estas palavras acabadas en "AR" para poderem continuar a EXPLORAR!

25 de abril de 2008

A "falta de ar" da democracia

Parece que pegou moda a "explicação" para o marasmo nacional da falta de ar ou sufoco da democracia...
Acho que eles estão a ver mal. O problema desta nossa terra é que ela está cercada pelo 28 de Maio e pelo 25 de Novembro.

14 de abril de 2008

Aqui não é o "Reino da Madeira"!...



Como costumávamos dizer quando éramos putos: Se passares na minha rua levas uma "pedrada"... Ouviste ó sambista de terceira categoria?