março 09, 2006

Registo do dia

O Sr. Silva lá tomou posse com pompa e circunstância.
Já há muito que não se assistia, neste próspero e rico paí­s, a tanta mordomia.
O anterior inquilino de Belém, o Sr. Jorge, passou revista às tropas e viu-se livre das demagogias do aprumado Sócrates que agora só pensa na "aliança" com o Sr. Silva.

Logo pela manhã bem cedo as rádios e as televisões começaram a cobertura do "acontecimento" com os habituais comentários balofos e intoxicantes.
Alguns quase descreveram o desenrolar da acção como se tratasse da chegada do tal D. Sebastião que finalmente vem salvar a honra da nação!

Pobre pa? este que não se liberta da "canga" que os poderosos lhe impuseram.
Se o pior ainda está para vir como já ameaçou o Sr. primeiro-ministro então preparemo-nos para continuar a pagar a incompetência e desonestidade desta "casta" surgida ao longo dos últimos 30 anos.

fevereiro 21, 2006

A gestão centrada no ódio

A nova vaga instalada no poder centra o seu pensamento desta forma:

-O cidadão quando nasce dá muitas despesas;
-O cidadão para se educar custa muito caro;
-O cidadão quando entra no mercado de trabalho onera os custos de produção;
-O cidadão é malandro porque foge aos impostos;
-O cidadão quando se reforma põe em causa a sustentabilidade da Segurança Social;
-O cidadão quando adoece sobrecarrega os encargos do Serviço Nacional de Saúde;
-O cidadão está cada vez a viver mais tempo e isso é um custo adicional para o Estado;

Como eu vejo estes "problemas":

-O cidadão quando nasce inicia-se no sofrimento dos maus serviços de saúde;
-O cidadão é educado para produzir mais valias para o futuro patrão em vez de aprender a ser feliz e ser útil à comunidade;
-O cidadão no mundo do trabalho aprende a: Subir a corda a pulso, a desenrascar-se à sua custa, a defender-se das feras que o rodeiam e a trabalhar "baratinho" para não perder o seu posto de trabalho;
-O cidadão é sobrecarregado com impostos que lhe comem o magro rendimento sem obter o retorno devido;
-O cidadão (hoje) quando chega aos 40 anos já está velho para trabalhar e novo para se reformar. O patrão com o seu ordenado consegue pagar a 2 novos cidadãos prontos para esfolar;
-O cidadão quando fica doente é atirado para os hospitais SA ou EP (são tudo a mesma coisa) onde lhe tratam da saúde na óptica do lucro com prémios de produção para os médicos. Se for resistente escapa, se não tem a liberdade de morrer...;
-O cidadão mais velho é olhado com inveja porque o tal direito à vida que alguns andam para aí­ a defender é uma treta. O método que a canalha utiliza já é velho: Pôr os novos contra os velhos, dividir para reinar e principalmente alimentar a ignorância colectiva.

janeiro 30, 2006

Inquilino transitário no Palácio de Queluz

O Sr. Silva vai formar a sua "corte" no Pavilhão D. Maria I do Palácio Nacional de Queluz.Sabe-se ainda que vai dispor de vários gabinetes de apoio para desempenhar as suas "árduas" tarefas até tomar posse.


Resido em Queluz há cerca de 50 anos e este acontecimento fez-me recordar um episódio grotesco passado no tempo da outra senhora em que o então Presidente "fantoche" Américo Tomás (mais conhecido pelo "cabeça de giz") desterrou para uma espécie de prisão dourada o então primeiro-ministro Marcelo Caetano que andava a ensaiar a "evolução na continuidade".


O Palácio de Queluz tem vindo a degradar-se ao longo do tempo e os seus jardins mais parecem "tulhas de lixo" com a falta de manutenção. De facto era mesmo disto que o Palácio e a cidade mais precisavam! Num tempo em que os responsáveis políticos falam de "contenção" estes trocos gastos com mordomias não têm qualquer peso...


Tem assim o Sr. Silva um percurso "Real" da marquise na travessa do Possolo para Belém via Régia de Queluz.

janeiro 16, 2006

No país das maravilhas...

Ora vejam só as maravilhas deste pequeno porém "desonesto país" em que vivemos:

O Diário de Notícias destaca em manchete: «Metade da função pública não será avaliada em 2006» e refere que o novo sistema de avaliação está atrasado, mas o Governo culpa o anterior Executivo PSD/CDS-PP.

«Eleitores fantasma são 600 mil» É a manchete do Correio da Manhã, que refere que 600 mil cidadãos estão indevidamente nos cadernos eleitorais.O matutino informa ainda que as Juntas de Freguesia não eliminam nomes de mortos para não perderem subsídios.